- Resistir: anotar com detalhes toda as humilhações sofridas (dia,
mês, ano, hora, local ou setor, nome do agressor, colegas que
testemunharam, conteúdo da conversa e o que mais você achar
necessário)
- Dar visibilidade, procurando a ajuda dos colegas,
principalmente daqueles que testemunharam o fato ou que já sofreram
humilhações do agressor.
- Organizar. O apoio é fundamental dentro e fora da empresa.
- Evitar conversar com o agressor, sem testemunhas. Ir sempre com colega de trabalho ou representante sindical.
- Exigir por escrito, explicações do ato agressor e permanecer
com cópia da carta enviada ao D.P. ou R.H e da eventual resposta do
agressor. Se possível mandar sua carta registrada, por correio,
guardando o recibo.
- Procurar seu sindicato e relatar o acontecido para diretores
e outras instancias como: médicos ou advogados do sindicato assim como:
Ministério Público, Justiça do Trabalho, Comissão de Direitos Humanos e
Conselho Regional de Medicina (ver Resolução do Conselho Federal de Medicina n.1488/98 sobre saúde do trabalhador).
- Recorrer ao Centro de Referencia em Saúde dos Trabalhadores e
contar a humilhação sofrida ao médico, assistente social ou psicólogo.
- Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o
afeto e a solidariedade são fundamentais para recuperação da
auto-estima, dignidade, identidade e cidadania.
Lembre-se:
O assédio moral no trabalho não é um fato isolado, como
vimos ele se baseia na repetição ao longo do tempo de práticas
vexatórias e constrangedoras, explicitando a degradação deliberada das condições de trabalho
num contexto de desemprego, dessindicalização e aumento da pobreza
urbana. A batalha para recuperar a dignidade, a identidade, o respeito
no trabalho e a auto-estima, deve passar pela organização de forma
coletiva através dos representantes dos trabalhadores do seu sindicato,
das CIPAS, das organizações por local de trabalho (OLP), Comissões de
Saúde e procura dos Centros de Referencia em Saúde dos Trabalhadores
(CRST e CEREST), Comissão de Direitos Humanos e dos Núcleos de Promoção
de Igualdade e Oportunidades e de Combate a Discriminação em matéria de
Emprego e Profissão que existem nas Delegacias Regionais do Trabalho.
O basta à humilhação
depende também da informação, organização e mobilização dos
trabalhadores. Um ambiente de trabalho saudável é uma conquista diária
possível na medida em que haja "vigilância constante" objetivando
condições de trabalho dignas, baseadas no respeito ’ao outro como
legítimo outro’, no incentivo a criatividade, na cooperação.
O combate de forma eficaz ao assédio moral no trabalho
exige a formação de um coletivo multidisciplinar, envolvendo diferentes
atores sociais: sindicatos, advogados, médicos do trabalho e outros
profissionais de saúde, sociólogos, antropólogos e grupos de reflexão
sobre o assédio moral. Estes são passos iniciais para conquistarmos um
ambiente de trabalho saneado de riscos e violências e que seja sinônimo
de cidadania.
ACESSE
www.assediomoral.org
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