“Esta será uma longa jornada. O governo está articulando sua base na
Câmara Legislativa para sair sem punição deste esquema”, alertou a
presidente da CUT-DF, Rejane Pitanga. Para Pitanga, este também foi um
movimento vitorioso pela quantidade de pessoas que se uniram na “luta
pela dignidade do DF”.
Durante o “Ato contra a corrupção: fora Arruda”, que contou com a
apresentação de teatro e animação musical, ainda foram recolhidas
assinaturas para endossar o abaixo assinado pelo impeachment de Arruda
e Paulo Octávio, organizado pelo Movimento Contra a Corrupção.
As assinaturas vêm sendo recolhidas deste o último dia 2 em todas as cidades do Distrito Federal.
Repressão policial
Ao final do ato, grande parte dos manifestantes decidiram tomar as ruas
de Brasília para denunciar à população o esquema de arrecadação e
distribuição de propina envolvendo Arruda, Paulo Octávio e dez
parlamentares da base aliada. Entretanto, o movimento foi brutalmente
coibido por policiais militares e soldados do Batalhão de Operações
Especiais (Bope).
“Não queremos ação de truculência. Estamos aqui em um ato pacífico. A
polícia serve para garantir a segurança de todos”, discursou Rejane
Pitanga do carro de som. Mas a intenção da presidente da Central de
impedir a agressão da polícia foi abafada por cachorros, bombas,
cavalos e cassetadas de policiais.
Nem mesmo a caminhada dos manifestantes pela grama foi aceita pela
tropa, que cercou o grupo e distribuiu jatos de spray de pimenta nos
jornalistas e fotógrafos que pretendiam noticiar o fato. Até mesmo uma
menina de 12 anos que acompanhava a irmã mais velha na manifestação
ficou ferida por cassetadas nas canelas.
Próxima ação
As ações de repressão não estão intimidando os manifestantes que exigem
a saída de Arruda do poder. A próxima ação do Movimento Contra a
Corrupção será neste sábado (12). Neste dia, centenas de pessoas
realizarão uma carreata que terá concentração às 9h no estádio Mane
Garrincha e seguirá até a Residência Oficial de Águas Claras. “Esta
será a maior carreata que Brasília já viu”, prometeu a presidente da
CUT-DF.
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